A CAL DO TEMPO

30/09/2015 11:06

Frederico Spencer

                          

Não tenho a cal

que tinge esse tempo

nem o ouro

que abre teu olho

e fecha tua mão. Ainda

não entendo

a mó, que moe essas gentes

transformando em pó

o suor de suas mãos

de tanta caliça e barro

se perderam

moto contínuo, de transformação

sem saber esta dança

dos mercados, dos nossos corações.

Trago de outros tempos

ilhas e jangadas, sonhando

oceanos, que tocam meus pés.

De cal, ouro e pó

tingimos esse tempo numa tela

de um computador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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