CÓDIGO DE BARRAS

19/04/2015 12:51

A cidade

não é o cinza, só:

- onde andará o azul das manhãs?

Que perdemos

                                          na multidão:

as esquálidas barras do dia me fascinam

com seus códigos me falam

das vitrines:

                                          - penso:

logo existo nos logaritmos

dos códigos de barras:

                                  o alimento

da minha alma pura

comprando a nova

                                calça jeans

dos desejos que não

                                são meus

andando pelas ruas

não lembro do amor guardado

que prometi, só

                         - os esquálidos

códigos de barras

nos atravessam

e nos esquecemos

nesta multidão:

nessas luzes desta cidade, ocre

pulsamos

com os seus luminosos:

                                  as publicidades

nos falam das pluralidades

que seremos um dia.


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